Num mundo onde viver consiste em mera sobrevivência, o ser humano passou a utilizar-se da força bruta, da violência, da sedução, da inteligência e da esperteza para atingir suas metas ou para fazer os outros trabalharem para ele e por ele.
Engajado numa trajetória inercial evolutiva de descoberta da inteligência, ingressou ingenuamente numa armadilha. E, teimosamente, continua correndo em círculo sem parar para refletir e reorientar sua caminhada. É preciso iluminar esse caminho! Entretanto, é impossível definir a luz sem compreender que existe a escuridão. Se a velocidade da luz, definida por Einstein, é de 300.000 quilômetros por segundo, pode-se intuir que a velocidade da escuridão é, no mínimo, duas vezes maior!
Ninguém pode ser bom se não superar sua maldade, a sua escuridão! Ninguém pode evoluir se não houver algo a superar. E sempre há! Quando paramos para pensar, realizamos um exercício de avaliação associativa de causa e efeito, antes de gerar qualquer ação.
Jacques Lacan, psicanalista francês, dizia que o ser humano é responsável pelos seus acontecimentos; e que não há como não se responsabilizar pelo acaso e pela surpresa. "A pessoa não é responsável só pelo que escolhe, mas também pelo que lhe ocorre", explicava.
Toda mudança de qualidade implica numa revisão de concepção mental e na assimilação de novos paradigmas. Implica em desenvolver uma sintaxe mental que nos remeta a uma visão empática de nossos semelhantes, isto é, colocar-se no lugar dos outros; tratá-los como gostaríamos de ser tratados.
O mais importante paradigma para a mudança é
procurar fazer tudo com qualidade. Fazer as coisas com qualidade é muito
simples. Não custa dinheiro. Os seus custos estão nas despesas
das "achologias", das "gambiarras", das coisas provisórias
ou feitas de qualquer jeito!